Al Gore + Vik Muniz



Uma Verdade Inconveniente de um Lixo Extraordinário.

Resolvi locar dois DVDs, dois documentários. Um deles foi o do uma vez Ex Futuro Presidente dos EUA, Al Gore, o Uma Verdade Inconveniente e o outro foi do maravilhoso artista plástico brasileiro e mundialmente conhecido Vik Muniz com o seu lindo Lixo Extraordinário.

Tenho a certeza de que já ouviram falar, se não dos dois, mas de ao menos um deles.

O que isso tem a ver? Bom, minha intensão foi buscar informação para falar um pouco do assunto e tentar configurar o que podemos fazer em nossa vida comum.

Vi um discurso, quase presidencial, como uma campanha política...ora paternal, ora humanista, ora guardião, mistura de histórias familiares, de bom pai, etc...mas não me soou falso...eu acreditei. Sei que não foi pelo belo discurso ou efeitos gráficos, mas sim pela convivência com os efeitos gerados por toda essa agressão cada vez maior ao planeta e tão bem demonstrada nos 90min de filme. Vivemos tempos de grandes catástrofes climáticas e dramas de milhares e milhares de pessoas vítimas de enchentes, terremotos, tsunamis, furacões, tornados......e no Japão foi praticamente tudo junto mais um desastre nuclear. Chegou a ser encarado como uma piada de mau gosto no último Big Brother Brasil de tão absurda que parecia a notícia...terremoto, tsunami e desastre nuclear. - Sobre essa história triste, entre tantas que por lá estão acontecendo, gosto de lembrar de uma....uma ação da população idosa japonesa se oferecendo como voluntários para cuidar das áreas radioativamente atingidas. Um trabalho sabidamente fatal mas que atualmente está sendo feito pela população jovem. Os idosos se uniram para um alistamento em massa para substituir os trabalhadores jovens, pois os efeitos da radiação levarão alguns anos para se manifestar....mais do que estes “jovens” recrutas tem para viver. São médicos, engenheiros, aposentados.....são todos pais e “sabedouros “ de suas responsabilidades de guardiões.

- Bom, eis que assisto ao maravilhoso documentário do Vik Muniz (e diga-se de passagem, perdeu o Oscar para o fraquíssimo Restrepo...só podia...era americano e falava da guerra...) e quando começam as imagens do lixão foi impossível não associar com as grandes camadas polares em constante descongelamento mostradas por Al Gore. Na proporção que um derrete e some, o outro se acumula e cresce. Ver o comparativo de locais permanentemente cobertos de neve em décadas passadas se tornarem pequenos picos brancos na imensidão da paisagem é tão preocupante quanto perceber que florestas estão dando lugar para uma paisagem terrosa e colorida pelos restos que produzimos despreocupadamente...o lixo.

Temos que abrir nossos olhos para esse caos que somos responsáveis e passarmos a tomar lado nessa briga. Nossos políticos não querem tratar abertamente desse assunto por que ele é escandalosamente preocupante e isso mostra o quanto nossos representantes vem sendo tão incompetentes na gestão dos nossos recursos.

Precisamos atuar. Precisamos começar a fazer o mínimo que nos cabe. Cuidar do quê e como consumimos (seja o que for) e de como tratamos nossos resíduos.

Acreditem, estamos destruindo nosso planeta numa velocidade impressionante, muito maior do que é projetado para o público. E pra quem pertence a geração mais nova, temos que ter a consciência de que quem irá vivenciar esse caos todo que se configura serão os nossos filhos e netos. Precisamos ser realistas e agir.

Nunca antes se pensou que poderia ocorrer um furacão no Brasil, mas isso já é uma realidade nossa. Tivemos um que passou pela praia de Torres e um fortíssimo tornado por São Francisco de Paula.

As novas lixeiras começaram a ser instaladas em Porto Alegre. Pois bem, vamos usá-las com sabedoria e corretamente. Vamos nos educar para que só os resíduos para qual ela se destina sejam realmente destinados. Vamos proteger nossos bens públicos e conservá-los.

Vamos tratar nosso lixo, esse é um começo.

É uma verdade inconveniente e produzimos um lixo extraordinário.

Maurício.



#TextosMaurícioAurvalle #Sustentabilidade

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