Arquitetura para Idosos II


Alguma vez, já ouvistes falar em Arquitetura para Idosos?

Este olhar arquitetônico se torna cada vez mais necessário em nossas vidas e, em um curto espaço de tempo, deixará de ser algo para poucos e passará a ser uma exigência para muitos, pois nossa expectativa de vida cresce muito e nossa população de idosos e aposentados também.


A adaptação dos espaços para melhor atender às pessoas idosas não é exclusividade apenas de clínicas geriátricas, mas também é muito necessária para as residências particulares. Principalmente se passarão a receber a presença de cuidadores e acompanhantes, pois isto modifica a rotina da casa e também interfere em questões de privacidade e segurança.

Como preparar a casa e seus ambientes para possibilitar o funcionamento harmonioso de todo este contexto?

Esta é a pergunta que a Arquitetura para Idosos é pensada para responder.

São ações que vão de melhorias na acessibilidade e segurança nas tarefas do dia-a-dia à questões ligadas ao conforto térmico; iluminação (natural e luminárias); ventilação dos espaços; funcionalidade; estudo de cores para os ambientes; a humanização dos locais de convívio; e mais uma série de informações e ações que tornam a vida para o idoso muito mais qualificada, inclusa e segura.

Se começarmos a analisar nossas ações diárias em casa, teremos uma boa amostra sobre como a forma que nossos espaços estão conformados e organizados. Eles não estão adequados às pessoas que possuem dificuldades motoras, desequilíbrio, déficit na coordenação motora e tantas mais.

Afazeres como escorrer a massa de uma panela quente ou mover roupas molhadas na lavanderia podem tornar uma simples tarefa caseira em um acidente sério.

Acredito que o primeiro e grande conselho de segurança é o de começar a aceitar as limitações, sejam elas quais forem. E isso vale para qualquer idade. É preciso entender que possuímos limites e somos quebráveis. E isto não é um demérito, é apenas uma imposição da vida ou do tempo. Mas, felizmente, a vida segue.

Um outro bom conselho é que devemos deixar de lado essa mania de sermos multitarefas. Não precisamos. Uma tarefa bem feita é muito melhor do que algumas mal feitas. E quanto mais nossos sentidos, nossa capacidade motora e o equilíbrio vão diminuindo, prestar atenção e pensar no que irá fazer, são precauções determinantes para a eliminação de grandes riscos.

Se identificar que trocar aquela lâmpada será um risco, não pense duas vezes em pedir a ajuda para alguém. Aquela gorjeta ou lanchinho para o seu ajudante será muito mais gratificante do que os cuidados e gastos que um tombo irão demandar.

Em matéria de limitações da idade, ela sempre chega antes do que é percebida. E, em muitos casos, quem avisa são os acidentes.

Maurício Aurvalle.

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#Interiores #Obra #Idosos #Saúde #Arquitetura

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